A estratégia de Warren Buffett

Warren Buffet não é bobo. Eu sim.

Ele é um dos homens mais ricos do mundo, segundo o ranking da revista Forbes, e segundo sua conta bancaria.

Eu devo estar nesse ranking mais o menos na posição 5.987.231.234, segundo minhas estimativas, se alguém me passa o numero de telefone do editor da Forbes talvez possa ligar para confirmar.

Dos três livros que recomendei neste blog, todos falam direta ou indiretamente das estratégias do Warren Buffett. O Buffett nunca escreveu um livro, no máximo ele escreve (desde 1977) as cartas para os shareholders da empresa BERKSHIRE HATHAWAY que ele administra.

Afortunado foi Buffett que fez um curso e trabalho na empresa de Benjamin Graham. O livro de Graham (cuja primeira edição foi 1947) traz o prologo de Warren Buffett. Prologo que foi publicado pelo Graham, mas que na realidade Graham detestou. (Devem ser coisas do chefe)

Desde 1977, o maior investidor do mundo (W. Buffett) desafia a todos os administradores de fundos e investidores individuais a obter um retorno sobre o investimento de no mínimo 50% ao ano. Isto significa que se você investiu 10.000u$ em 1977 (atualmente o mínimo requerido para investir no fundo de Buffett é de 1.000.000u$) trinta anos depois (no 2007), se os cálculos estão certos, você terá 327.680.000u$.

Mas qual a formula secreta do senhor Buffett para conseguir este retorno sustentado durante tantos anos, independentemente das flutuações do mercado?
Bom, isso é mais secreto que o Santo Grial.

Das operações realizadas pelo Buffett nos últimos 30 anos podem-se extrair alguma das estratégias adotadas pelo grande investidor. (Estas estrategias estão relatadas no livro The Warren Buffett way)


Basicamente, Warren adquire companhias que:


1.Tenham solidos balanços e poucas dividas;
2.Tenham um negocio rentavel com bom gerador de caixa;
3.E sejam administradas por executivos "outstandig".
Certa vez perguntaram para Buffett qual o real motivo que o levou a comprar ações da Gillete Co. quando nadie investia um tostão na empresa. Ele, simplesmente respondeu, que comprou ação da Gillete porque milhões de americanos trabalham todas as noites em casa para na manha seguinte utilizar produtos da Gillete!

Outras premisas importantes utilizadas por ele, são:

1.Adquirir empresas com grande potencial de crescimento;
2.Warren geralmente adquiere empresas que dificilmente estejam na moda em Wall Stret, e mais possivelmente ainda nenguem nunca escutou falar dessa companhia antes.
E o que podemos fazer nos, simples mortais habitantes deste planeta?
Dificilmente podamos utilizar todas as tecnicas que o Buffett utiliza. Por exemplo, eu já liguei varias vezes para o presidente da Simantec Co. nos Estados Unidos tentando marcar uma reunião para que ele me conte, pessoalmente, sobre os planos da empresa nos proximos anos. Warren Buffett pode fazer isto! Eu nao consegui até hoje.

Mas nos temos uma pequena vantagem sobre o Warren. Estreita o suficiente como para poder peitar ao cara de igual a igual. (no referente a retorno).

Vôce esta prestando mais atenção agora?

Nos temos a possibilidade de comprar ações de pequenas empresas. Pequenas mesmo, se comparadas com as grandes como por exemplo uma CVRD ou uma Petrobras. Empresas que possuem um valor de mercado menor a 1.8 bilhões de reais. Estas empresas são chamadas de Small Cap.

Buffett não pode comprar este tipo de empresas. Simplesmente porque o estatuto do fundo que ele adminstra o proibe.

Dentro deste grupo de empresas podemos achar na Bolsa de Valores de São Paulo, a:

•ALL (com valorização de 225% desde 25/6/04)

•GOL (com valorização de 199% desde 24/6/04)

•Porto Seguro (com valorização de 98% desde 3/2/05)

Geralmente, os investidores que procuram empresas classificadas como Small Cap, olham mais para a historia da empresa e o pontencial que ela tem, que para fundamentos.

Tu S/A, as 300 melhores empresas para investir

Lista das 9 razões para investir na bolsa segundo a revista Você S/A (maio/06):

1.A Bovespa quer ser popular: Excelente! Lembre-se que a poupança é muito mais popular que a bolsa, porem popularidade não é sinônimo de rentabilidade (razão pobre);
2.Gente como você já esta lá: Onde? Na bolsa? Certo... você já assistiu aqueles documentarios do Discoverer Channel onde as manadas de gazelas correm todas juntas para o mesmo lugar? (razão pobre);
3.Arriscar vale a pena: Ótimo, vamos todos no bingo! A relação entre risco e retorno (maior risco maior retorno) não é valida. Partindo do ponto que o risco existem quando você não sabe exatamente o que esta fazendo. Por exemplo: Você atravessaria com seu carro a Avenida Paulista com o farol em vermelho? Acho que esse risco é claro, certo? Dificilmente você faça isso. A mitigação ou anulação do risco requer de conhecimento. Se você não estuda e entende porque que o investimento que você esta fazendo vai dar retorno, então você esta arriscando muito. Se você soubesse que existia alta probabilidade do governo de Collor confiscar os depósitos você tivesse insistido em investir na poupança? Agora, pergunte para qualquer gerente de banco qual o risco de investir na poupança? (razão arriscada);
4.Você pode ganhar dinheiro construindo casa ou distribuindo energia: Este é a primeira razão que eu acho valida. Sendo sócio de uma empresa, de um negocio que você entende razoavelmente, você vai compartilhar os lucros e desfrutar do crescimento da empresa. (ótima razão);
5.Você nem precisa sair de casa: Bom, neste ponto, acho que a revista não nos está tratando de tontos mas sim de idiotas. A facilidade de operação é sempre bem-vinda, também é muito simples comprar armas numa loja, mas não por isto você vai adquirir uma Magnun. (razão extremamente imbecil);
6.As empresas querem mais sócios: Você participaria de um negocio que esta indo para a falência ou seus socios majoritários são péssimos administradores, ou cosa pior? Se as empresas querem mais sócios elas vão ter que converncer você que são dignas de seu dinheiro, não interessa quanto você esteja disponivel a investir nela. Tem muitos clubes de futebol que também querem mais sócios, e de ai? (razão insuficiente)

7.Até o Lula está ajudando: (desconfiemos). A coisa funciona assim, os Governos criam incentivos fiscais para as empresas e para os investidores. As empresas tem centos de recursos legais para pagar menos impostos, os investidores tem decenas de incentivos fiscais e pagar menos impostos. Porque? Porque os governos querem que as empresas e os investidores gerem fontes de trabalho! Desta forma, quem paga impostos e impostos e impostos são os trabalhadores. Esta claro? Não!? Veja quanto é retido na fonte de I.R. por num investimento, e quanto é retido na fonte de um trabalhador. Se o trabalhador fica 6 meses ou mais trabalhando, ele vai ter o I.R. decrescente como tem o investidor? (razão sem comentários)
8.Tem gringo ganhando dinheiro aqui: Este é um clássico golpe baixo com apelo nacionalista. Esta chamando aos brasileiros de "dormidos". (razão lamentável)
9.Ninguém está nem ai para as eleições: Cuidado. Esta alegação parece mais de um profeta ou vidente, que de alguém que esteja procurando justificativas para convencer você de botar seu dinheiro na bolsa. (razão votem em mim! ridícula)

O artigo continua explicando os critérios utilizados para estabelecer um ranking das 100 melhores empresas para você investir. Os critérios vão desde a qualidade do papel, liquides, lucros a empresa, até a preocupação com a saúde do investidor (em artigo relacionado com a volatilidade: Cuide do seu coração.)

Finalmente (As estrelas do Pregão) apresenta uma lista com as 100 melhores empresas para você investir seu dinheiro.
Você sabia que na Bolsa cotizam 300 empresas. Isto significa que a lista abrange o 33% . Para mim, é como dizer quais são os melhores 12 números para voce apostar numa mesa de róleta em algum casino (utilizando critérios de: quantas vezes o número saiu, se o número e muito apostado, etc)... absurdo.

O que acho errado na abordagem deste artigo é que utiliza os mesmos criterios marketineiros para convecer você que a bolsa é um bom investimento. Classificando as ações por critérios que agregam... mas não o suficiente, todo esse espaço da revista poderia ser utilizado para explicar as pessoas como escolher uma empresa para investir.

Faz muito foco na ação e na Bolsa, quando na realidade você vai investir em uma empresa, comprando ações através da bolsa.

Vídeo - Introdução do Mercado de Ações 2

Vídeo - Introdução do Mercado de Ações 1

Curso Básico " Mercado de Ações"

Tipos de Ações

Ordinárias
Proporcionam participação nos resultados da empresa e conferem ao acionista o direito de voto em assembléias gerais.

Preferenciais
Garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos (geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias) e no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade.

Formas

Nominativas
Cautelas ou certificados que apresentam o nome do acionista, cuja transferência é feita com a entrega da cautela e a averbação de termo, em livro próprio da sociedade emitente, identificando novo acionista.

Escriturais
Ações que não são representadas por cautelas ou certificados, funcionando como uma conta corrente, na qual os valores são lançados a débito ou a crédito dos acionistas, não havendo movimentação física dos documentos.

Fonte: Bovespa

Curso Básico " Mercado de Ações"

Por que e onde Investir
Todo investidor busca a otimização de três aspectos básicos em um investimento: retorno, prazo e proteção. Ao avaliá-lo, portanto, deve estimar sua rentabilidade, liquidez e grau de risco. A rentabilidade é sempre diretamente relacionada ao risco. Ao investidor cabe definir o nível de risco que está disposto a correr, em função de obter uma maior ou menor lucratividade. Investimentos em TítulosAbrangem aplicações em ativos diversos, negociados no mercado financeiro (de crédito), que apresentam características básicas com referência a renda - variável ou fixa.A renda é fixa quando se conhece previamente a forma do rendimento que será conferida ao título e seu prazo de resgate. Nesse caso, o rendimento pode ser pós ou prefixado, como ocorre, por exemplo, com o certificado de depósito bancário. A renda variável será definida de acordo com os resultados obtidos pela empresa ou instituição emissora do respectivo título. AçõesTítulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do capital da empresa emitente.Podem ser escriturais ou representadas por cautelas ou certificados. O investidor em ações é um co-proprietário da sociedade anônima da qual é acionista, participando dos seus resultados. As ações são conversíveis em dinheiro, a qualquer tempo, pela negociação em bolsas de valores ou no mercado de balcão.
Fonte: Bovespa

Bandeiras e Flâmulas

Bandeiras e flâmulas são padrões muito úteis de continuação de tendência. Elas possuem características semelhantes:
Um movimento mais forte e objetivo inicial .
A correção do movimento.
Uma retomada do movimento na direção original.
São formações, em geral, de curta duração (1 a 3 semanas) que surgem com mais frequência em fases de subidas ou de quedas mais bruscas. O volume durante a formação tende a se reduzir, aumentando novamente no ponto de corte.
Fonte: Nelogica

Topos e Fundos Duplos e Triplos

Neste capítulo analisaremos topos e fundos duplos como ferramentas de reversão. Para topos e fundos triplos as informações são igualmente válidas.
Topos Duplos
Topos duplos sinalizam o final de um mercado de alta. Eles são formados quando os preços sobem até atingir um determinado nível, geralmente, com volume aumentando durante o percurso e ao atingir esse nível começam um processo de retração com o volume diminuindo. Após a retração, uma nova alta inicia-se até voltar ao nível de preços atingido anteriormente ou bem próximo disso. O volume nesta segunda "viagem" poderá, inclusive, ser menor do que o volume gerado na formação do primeiro topo.

Fonte: Nelogica

Triângulos

Triângulos são classificados como padrões de continuação de tendência, eles se formam quando a flutuação dos preços começa a atingir amplitudes cada vez menores conforme o tempo passa. Existem três tipos básicos de triângulos: ascendentes, descendentes e simétricos.
No começo de sua formação o triângulo está em seu ponto mais largo, á medida que o tempo passa os preços passam a oscilar entre duas linhas: a inferior de suporte e a superior de resistência. Não existe verdade absoluta, mas a tendência é a continuação do movimento atual após o rompimento, em especial no que se refere a triângulos ascendentes e descendentes.
Fonte: Nelogica

Ombro-Cabeça-Ombro (OCO)

O ombro-cabeça-ombro é um dos mais importantes padrões de reversão de tendência. Vamos utilizar a figura abaixo para analisar sua formação e seus componentes.


Fonte: Nelogica

Padrões - O Mercado Se Repete

Através dos anos os analistas têm realizados diversos estudos sobre os gráficos e suas formações. Dessa forma, foram identificados e classificados padrões que surgem repetidamente ao longo do tempo. A explicação para a existência de padrões está relacionada ao fato de compradores e vendedores agirem de acordo com suas crenças e impulsos, tomando decisões de acordo com o momento. Acontece que no mercado as circunstâncias estão sempre se repetindo, levando as forças de oferta e procura representadas pelos investidores a repetirem suas decisões. Nos próximos capítulos, iremos estudar os seguintes padrões:

-Ombro-Cabeça-Ombro (OCO)
-Triângulos
-Topos e Fundos Duplos e Triplos
-Retângulos
-Bandeiras e Flâmulas

Fonte: Nelogica

Linhas de Tendência

Conforme mostrado anteriormente, o mercado não se movimenta em linha reta, mas com impulsos e correções com a aparência de um ziguezague. As tendências, sejam elas de alta ou de baixa desenvolvem-se de acordo com esses formatos.
O interessante sobre tendências (mesmo as de curta duração) é que a análise técnica fornece ferramentas para identificação de pontos de compra e venda. Para isso traçamos as linhas de tendência.
Fonte: Nelogica

O Princípio da Inversão

O Princípio da Inversão (também chamado de Princípio da Mudança de Polaridade) pode ser aplicado em suportes, resistências e linhas de tendência (tema do próximo capítulo). Como o nome sugere, o princípio está relacionado com a inversão de papéis, ou seja, uma resistência passa a funcionar como suporte e vice-versa.
Fonte: Nelogica

Suportes e Resistências

Suportes e resistências, de maneira simples, são zonas de preços nas quais o movimento atual do mercado tem grandes chances de parar e reverter. Definições:
Suporte: Região na qual o interesse de comprar é grande, superando a pressão vendedora, o movimento de queda tende a parar.
Resistência: Região na qual o interesse de vender é grande, superando a pressão compradora, o movimento altista tende a parar.
Não existe nada de mágico com suportes e resistências o que existe é oferta versus demanda e psicologia humana. Em uma alta, conforme os preços aumentam, os ativos vão ficando naturalmente mais caros e menos compradores vão estar disponíveis a pagar determinado preço. Os vendedores, pelo contrário, vão querer vender como nunca nesses novos valores, aumentando a oferta e contribuindo para o início da desvalorização (queda).
Fonte: Nelogica

A Teoria de Dow

A teoria de Dow é uma das principais bases da análise gráfica. A teoria é composta por alguns princípios básicos que estudaremos a seguir.
Princípio 1: Os Índices Descontam Tudo
Os índices representam a ação conjunta de inúmeros investidores, desde os mais bem informados (que contam com as melhores informações e previsões) até os muito inexperientes. As variações diárias dos preços de um índice, portanto, já têm incluídas (descontadas) no seu valor os eventos que irão acontecer e que são desconhecidos pela maioria dos investidores.
Fonte: Nelogica

Formação dos Gráficos

Existem diversos tipos de gráficos e consequentemente diversas maneiras de representar o que aconteceu no pregão. É importante que você entenda como são formados os símbolos que formam os gráficos, pois esses símbolos são a própria linguagem do mercado.
Conhecendo o Gráfico de Barras
O gráfico de barras é um dos tipos mais populares na análise técnica. Confome pode ser visto na ilustração ele utiliza o valor de abertura, máximo, mínimo e de fechamento.







A barra oferece uma série de informações sobre o que acontece no pregão. O segmento de reta para a esquera é a abertura, ou seja, o valor do primeiro negócio que ocorreu no dia. O segmento para a direita é o valor de fechamento, representando o preço do último negócio no pregão. O ponto mais alto da barra coincide com o preço máximo praticado durante o pregão, enquanto que a extremidade inferior corresponde ao preço mínimo.
O tamanho da barra (distância entre o máximo e o mínimo) nos oferece alguns dados, mostrando um pouco sobre como foi a batalha entre compradores e vendedores. Uma barra pequena ou média, normalmente, demonstra um mercado calmo, sem grandes conflitos. Mas, o que é uma barra pequena? Que tamanho é uma barra média? Isso depende do mercado/ativo, o que se faz é analisar o tamanho da barra em relação ao tamanho médio das outras barras do gráfico, se, por exemplo, for metade do tamanho da maioria, com certeza estamos falando de uma barra pequena. O mesmo raciocínio é válido para identificar barras grandes, a interpretação, entretanto, é completamente oposta. Barras grandes normalmente são um sinal de mercado volátil, com os preços variando fortemente durante o dia. Em pregões desse tipo, surgem várias oportunidades de negócios (e algumas armadilhas também).
Abaixo um gráfico de barras do índice Bovespa:


Conhecendo o Gráfico de Candles
O Gráfico de candles, também chamado gráfico de velas ou candelabro japonês popularizou-se na década de 90 com os trabalhos de Steven Nison, autor do famoso livro Japanese Candlestick Charting Techniques. Também utiliza as informações de preço máximo, mínimo, abertura e fechamento para o desenho do símbolo.


O gráfico de candles é composto por duas partes: corpo e sombras. O corpo é a parte entre a abertura e o fechamento (parte mais alargada da figura acima), caso a abertura tenha sido inferior ao fechamento (um dia de alta) o corpo recebe, por exemplo, a cor branca. Se o fechamento foi menor que a abertura (um dia de queda) o corpo recebe outra cor, preto por exemplo. Assim, como pode ser visto na figura, em um dia de alta a abertura delimita a parte inferior do corpo candle e em um dia de queda o contrário. Existe uma classe de candles, contudo, que não possuem corpo são os chamados doji. Um doji é formado quando a abertura e fechamento coincidem. Exemplo:



As sombras, de maneira semelhante ao gráfico de barras, são traços que mostram os valores máximo e mínimo que os preços alcançaram. Vale ressaltar que um candle pode não ter sobra inferior ou superior, para isso basta que a abertura/fechamento seja no exato valor da mínima/máximo. Por exemplo:




Em gráficos de candles podem ser utilizados todos os preceitos da teoria de Dow e padrões clássicos que veremos a seguir. Além disso, os candles introduzem um novo conjunto de padrões que serão assunto de outro tutorial e de alguns artigos. O mesmo gráfico de barras do Bovespa está sendo representado com candles abaixo:





Periodicidade dos Gráficos
Os gráficos podem ter diferentes periodicidades, ou seja, não precisam, necessariamente, representar 1 dia de pregão. Os gráficos em nível de dias mais comuns são:
Diário: Representando 1 pregão
Semanal: Uma barra ou candle representando todos os pregões da semana.
Mensal: Uma barra ou candle representando todos os pregões do mês.
Anual: Uma barra ou candle por ano.
Uma outra classe, são os que mostram o que aconteceu durante a sessão, são os gráficos intraday (também chamados intradia). Em um gráfico intraday o intervalo utilizado corresponde, normalmente, a alguns minutos. Os mais comuns: 1, 5, 15, 30 e 60 minutos.
A maneira como o símbolo é desenhado é exatamente a mesma que no caso de uma barra ou candle de 1 pregão. Vamos pegar como exemplo um gráfico semanal, cada semana será representada por um único símbolo, assim, o valor de mínimo será o menor entre todos os preços praticados na semana, enquanto que o valor máximo será o maior preço negociado no mesmo período. A abertura, nesse caso, será a abertura do primeiro dia de pregão da semana (segunda-feira em nosso exemplo) e o fechamento o valor de encerramento da sexta-feira.
O mesmo ocorre para os gráficos intraday. Em um gráfico de 15 minutos o primeiro e último minuto do intervalo (digamos entre 15:01 e 15:15) são a abertura e o fechamento, enquanto que o máximo/mínimo entre os minutos desse intervalo será o máximo/mínimo do símbolo.
Um ponto importante é que as técnicas de análises são válidas em qualquer tempo gráfico. As teorias são sempre válidas quando a formação do preço é livre (oferta x demanda), o que acontece algumas vezes é que certas técnicas se adaptam melhor a determinados períodos que outras.

Fonte: Nelogica

O que é Análise Técnica?

A análise técnica ou análise gráfica, de maneira resumida, é uma abordagem que utiliza gráficos como ferramenta principal para determinar o melhor momento (e preço) para comprar e vender ativos. Em complemento a utilização de gráficos, a análise técnica inclui também uma série de teorias sobre como acontecem os movimentos do mercado.
Um pouco de história
As origens da análise técnica moderna estão nos trabalhos de Charles Dow no início do século XX. Dow junto com Edward D. Jones publicava um informativo financeiro que mais tarde seria o "The Wall Street Journal". Através do jornal, Dow apresentava suas observações sobre o comportamento do mercado. O conjunto desses textos seria posteriormente reunido, gerando o que pode ser considerado o início da análise técnica: a teoria de Dow.
Análise Técnica x Análise Fundamentalista
São duas escolas diferentes de análise. As características principais da análise fundamentalista são:
Tenta medir o valor intrínseco de um ativo, ou seja determinar um valor adequado que reflita a situação da empresa no presente e as expectativas futuras.
O valor intrínseco inclui fatores difíceis de quantificar como posicionamento da empresa no mercado.
Análise fundamentalista estuda as questões relativas à economia e perspectivas do segmento a que pertence a empresa.
Avalia como ocorre o gerenciamento da empresa.
Características da análise técnica são:
Analisa os dados gerados pelas transações como preço e volume.
Utiliza os gráficos na busca de padrões.
Visualiza a ação dos componentes emocionais presentes no mercado.
Analisa as tendências e busca determinar alvos (até onde os preços irão se movimentar).
As duas escolas têm por objetivo determinar o que comprar/vender quando comprar/vender. Contudo, utilizam abordagens claramente diferentes para atingir esse objetivo.
Importância da Análise Técnica
A análise técnica funciona porque o mercado corresponde à soma dos desejos, medos e expectativas das pessoas. O valor de um ativo reflete o encontro entre os que acreditam que o ativo irá se valorizar (compra) versus aqueles que pensam o contrário (venda). Essas manifestações aparecem nos gráficos.
As pessoas lembram-se dos valores em que ganharam ou perderam dinheiro. Dessa maneira, começa a formação de zonas de preços difíceis de ultrapassar, são as chamadas regiões de suporte e resistência como veremos ao longo do tutorial. De modo semelhante, as tendências são formadas e a análise técnica oferece ferramentas que possibilitam medir a força da tendência e mesmo sua provável extensão.
Outro fator importante é a crescente popularidade da análise técnica. Conforme ela ganha mais adeptos, mais pessoas passam a utilizar suas teorias e a perceber, simultaneamente, padrões de compra e venda, o que acaba por impulsionar o movimento de preço.
Não podemos esquecer ainda o dinamismo da análise técnica. Durante o dia surgem diversas oportunidades de negócios, pois o mercado se repete e os mesmos padrões que uma pessoa observa em um gráfico de nível diário pode aparecer diversas vezes ao longo de um único pregão.
Fonte: Nelogica